Ciente de que os recursos humanos constituem o recurso mais importante para a Região Administrativa Especial de Macau, e que a sua formação decidirá o progresso e desenvolvimento sustentável do Território, assim como a sua competitividade regional e internacional, o Governo da RAEM tem prestado, ao longo dos anos, muita atenção ao desenvolvimento global e saudável da educação, tendo lançado sucessivamente recursos avultosos com vista a promover a reforma edicativa, melhorar as infraestruturas e equipamentos das instituições de todos os níveis, criar o melhor ambiente de aprendizagem e formar quadros qualificados para as diversas áreas.
Sendo uma fundação pública, a Fundação Macau, seguindo os seus fins estatutários que são "a promoção, o desenvolvimento e o estudo de acções de carácter cultural, social, económico, educativo, científico, académico e filantrópico, incluindo actividades que visem a promoção de Macau", tem dedicado os seus esforços para o apoio às actividades educativas. Na década de oitenta do século passado, pela decisão da então Administração, assumiu a administração da Universidade da Ásia Oriental a fim de promover o ensino superior local. Além disso, desde o início dos anos noventa, começou a conceder bolsas de pós-graduação para impulsionar os alunos locais ao aprofundamento dos seus estudos, conseguindo desta forma formar e reservar uma camada de quadros qualificados para a RAEM.
Os Ensinos Primário e Secundário: os mais beneficiados dos subsídios concedidos
Com o início do novo século, o total dos subsídios concedidos pelo Conselho de Curadores e pel Conselho de Administração da Fundação Macau, nos termos dos seus Estatutos e da legislação vigente, foi superior a 1,5 mil milhões de patacas (cerca de 32%), ocupando assim a maior fatia na totalidade dos subsídios concedidos.
Nos últimos anos, entre os subsídios concedidos pela Fundação Macau na área educativa, os destinados à realização de trabalhos de ampliação, reparação, conservação e adquisição de equipamentos têm ocupado a maior parte do montante total do financiamento (92%). Além disso, o “Plano do financiamento ao desenvolvimento do ensino da tecnologia de informação” e o “Plano de desenvolvimento do ensino da tecnologia de informação de três anos”, projectos lançados em cooperação com a DSEJ em 2005 e 2007, respectivamente, totalizam mais de 230 milhões de patacas, que possibilitaram a aquisição de novos equipamentos de informática e a actualização dos softwares das escolas primárias e secundárias.
O financiamento à área de educação, em conjunto com os subsídios específicos destinados a remodelação e recosntrução das instalações escolares, melhoraram significativamente as condições educativas das instituições de ensino não superior beneficiárias, que asseguraram não só um melhor ambiente de aprendizagem para o crescimento saudável dos alunos, como também a eficácia educativa e a capacidade de aprendizagem dos alunos.
De facto, dos encargos assumidos pela Fundação Macau na área educativa, as instituições de ensino não superior são as mais beneficiadas. Nos últimos oito anos, os projectos de cooperação e os diversos subsídios concedidos totalizaram um valor superior a 790 milhões de patacas, enquanto os outros beneficiários da área de educação (incluindo instituições de ensino superior públicas e privadas, planos de bolsas-empréstimo e outras actividades educativas) receberam um financiamento total de cerca de 710 milhões de patacas.
Concessão das bolsas de estudo específicas
Além dos subsídios supramencionados, a Fundação Macau atribui também bolsas de estudo aos melhores alunos. Entre os anos lectivos de 2000 a 2010, a Fundação Macau atribuiu bolsas de estudo a 953 alunos locais, da China Continental, dos PALOP e recomendados pelo Fórum Educação para a Ásia, e diversas bolsas de estudo aos melhores alunos finalistas locais,. O total dos bolsas de estudo foi de cerca de 100 milhões de patacas. É de notar que os alunos locais são os mais beneficiados, cujas bolsas de estudo representam cerca de 56% do valor total do financiamento.
Tendo em conta a necessidade de formação de diversos tipos de técnicos em determinadas áreas específicas, a Fundação Macau desenvolve cooperação com entidades públicas e privadas, com vista à formação dos alunos de distinção que têm vocação nestas mesmas áreas.
Desde 2004, a Fundação Macau, em cooperação com a Associação Promotora da Instrução Pós-Secundária de Macau, iniciaram o “Projecto de Estudo em Portugal de Alunos Secundários de Macau”, enviando anualmente dez finalistas do ensino secundário para aprender a língua portuguesa, com o objectivo de tirar o curso de Direito em Portugal, formando juristas bilíngues (português e chinês). Até 2010, através do tal projecto, o número total dos alunos enviados a Portugal totalizaram 69, dentro dos quais, 11 regressaram com proveito para servir a RAEM.
A partir de 2006, a Fundação Macau, em cooperação com a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, criaram bolsa de estudo especial de mérito, visando apoiar os alunos com melhores classificações para frequentar as universidades de topo do mundo. A aprendizagem em instituição de alta qualidade servirá para a formação dos técnicos altamente qualificados com melhores conhecimentos profissionais e visão internacional. Aos alunos seleccionados é atribuído um determinado valor de apoio financeiro de acordo com o local de estudo, com duração de um ano, renovável até à conclusão do curso. Em contrapartida, após a conclusão do curso, os bolseiros devem regressar à RAEM, prestando serviço com duração não inferior à dos anos de bolsa obtida. Até 2010, 96 alunos obtiveram este tipo de bolsas de estudo.
A partir de 2008, a Fundação Macau, em cooperação com a Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas da Direcção dos Serviços de Finanças, criaram também “Bolsa de estudo para curso de licenciatura em contabilidade”. Até agora, 16 alunos estão a beneficiar este tipod de bolsas, frequentando cursos de contabilidade nas universidades de topo do mundo.
A compartilha e os impactos sociais a longo prazo
Em resumo , nos últimos nove anos, a Fundação Macau tem lançado, não só, recursos para a criação de condições apropriadas para a formação de quadros qualificados, profissionais e especialistas para a RAEM, como também concedeu uma série de bolsas de estudo aos alunos locais, com vista a resolver a falta de especialistas em determinadas áreas. A Fundação Macau está convicta de que, regressados ao Território, estes bolseiros vão certamente contribuir o seu talento e esforço para a Sociedade, e sendo assim, o beneficiário final será, sem dúvida, a própria RAEM e todos os residentes de Macau.